Decap Attack

Decap Attack não era o jogo que fazia você ir até a locadora. Posso citar uma tonelada de outros títulos que estavam na mente da gurizada. Decap provavelmente não estava nesta lista, mas nem por isso deixa de ser um clássico. A prova é que recentemente a Sega adicionou o game à sua coleção para dispositivos móveis, Sega Forever.  Se você possui um telefone Android ou um iPhone, poderá baixar gratuitamente (com anúncios) para jogar até gastar a tela.

Visão Geral

Como 90% dos jogos da geração 16 Bits, Decap Attack é um jogo de plataforma side scrolling. Você controla uma múmia sem cabeça chamada Chuck D. Head e seu objetivo é reunir as sete ilhas em formatos de partes do corpo que o vilão Max D. Cap separou para tentar dominar o mundo. Com a ajuda do seu criador, o cientista Frank N. Stein (O jogo brinca com as palavras o tempo todo) e seu ajudante Igor, você deve passar por sete ilhas com três fases em cada uma. Mais a fase bônus.

Só é possível passar para a próxima área quando você acha o artefato perdido dentro de uma das diversas estátuas da última fase de cada área. Caso contrário, você derrota o chefão daquela área, mas aparece uma mensagem dizendo que você não pode prosseguir sem achar o artefato. Isso é bom porque incentiva a exploração das fases.

O continente completo com todas as ilhas juntas.

Jogabilidade

Seu personagem possui os controles básicos de um jogo de plataforma (Direcionais, pulo e ataque) com a adição de alguns power ups que são coletados ao longo das fases. Chuck possui basicamente três tipos de ataque básico: Pulando na cabeça dos inimigos, dando um soco com uma cara que sai de seu peito (WTF?) e arremessando um crânio que você acha no cenário. Este crânio volta pra você depois de alguns segundos.

Você possui também a habilidade de planar apertando o botão de pulo repetidamente quando está no ar. Essa característica é muito boa para dar uma olhada no que vem abaixo quando você tem que pular de plataformas mais altas, pois muitas vezes a base do cenário possui piscinas de lava que matam com apenas um hit.

Gráficos:

Nas primeiras fases você poderá achar o jogo com cores confusas e sem graça. A verdade é que o jogo parece até meio desleixado no quesito design, mas ao decorrer das áreas melhora muito.

O uso de cores contrastantes em todos os planos do jogo deixa o jogador confuso no que é prioridade na tela e o que não é. Muitas vezes uma plataforma passa despercebida por não ter um formato diferenciado dos demais objetos e por ter exatamente a mesma cor do restante!

Você pode perceber na imagem acima que a primeira plataforma fica em uma árvore muito parecida às outras, com os mesmo crânios. A única diferença é que os crânios tem olhos vermelhos. A outra plataforma fica mais difícil de ver. Ela fica visível por que tem uma certa transparência, e o restante da parede, não.

A terceira área tem cores e um visual irado!

Com o passar da jogatina você vai se acostumando com a arte genérica dos personagens e cenários. Mas os chefões compensam toda a falta de autenticidade na criação de inimigos. Cada um mais bem desenhado do que outro. É bizarramente bom enfrentar um por um no final de cada área.

Dois exemplos de chefão. O sapo que solta pequenos sapos pelas costas e o cérebro voador que tem um bicho dentro.

Som

As músicas são espetáculo à parte, mesmo para as limitações de hardware do Mega Drive. Todas as faixas tem um ritmo muito enérgico que combinam perfeitamente com o ritmo das fases.

É notório que o chip de áudio do Mega é bem inferior ao seu concorrente da época, o Super Nintendo. Toda vez que os jogos da Sega tentavam exigir um pouco mais de efeitos sonoros, o áudio saia metalizado e bem sujo.

Mas em Decap Attack todos os efeitos e principalmente a música são de excelente qualidade.

Jogar com fones de ouvido deixa bem claro que os desenvolvedores fizeram um trabalho minucioso.

Fator Replay

 

O fator replay se dá pela dificuldade do game, já que não existem finais alternativos, side quests ou escolha de dificuldade. No menu de opções do jogo, existe a possibilidade de você escolher começar o jogo com um ou dois corações como barra de vida. Se quiser mais emoção, escolha a primeira opção.

A verdade é que você vai morrer algumas vezes e precisará jogar várias vezes. E a boa notícia é que você tem continues pra isso, mas com a condição de que você voltará no início da área que morreu. Assim como é em Super Mario Bros. 3.

Também é fato de que com o andar da carruagem, você vai decorando onde estão às coisas e seus reflexos vão melhorando. Isso faz você se sentir um ninja múmia e lhe dá motivação para enfrentar as fases que se esforçam pra ser difíceis.

É quando você domina o jogo que as coisas ficam realmente boas. Volta e meia, você vai querer zerar novamente. O jogo acaba em aproximadamente uma hora de jogatina. É relativamente rápido quando já se pegou o feeling das coisas.

Diversão

O game é sim, muito divertido. Apesar de ser propositalmente difícil, ele tem uma linearidade de aprendizado bem estruturada. Os inimigos vão aparecendo aos poucos na sua tela, do mais fácil pro mais difícil. Isso permite que você se sinta mais preparado para enfrentar o que vem pela frente.

Além disso, é muito gostoso jogar com o personagem. Todos os comandos são suaves e ele responde com certa eficiência aos comandos.

A união da música, com o turbilhão de cores e as possibilidades das fases deixa o jogo mais leve. E depois de algum tempo, você vai no automático.

Desafio

Você será desafiado do início ao fim, mas isso não se torna frustrante como nos casos de Battletoads e Ghosts N’ Goblins. Em pouco tempo você percebe a sua evolução dentro do jogo. No menu de opções você tem a possibilidade de começar com três corações (6 hits) ou dois corações (4 hits) de vida.

Decap Attack Reviewed by on . Decap Attack: Console: Sega Mega Drive Lançamento: 1991 Players: 1
3.05

Review Overview

Decap Attack: Console: Sega Mega Drive Lançamento: 1991 Players: 1
Jogabilidade 7
Gráficos 1.5
Som 7
Fator Replay 5
Diversão 7.6
Desafio 8.5
6.1 Muito Bom
Pontos Fortes:
  • A trilha sonora é muito boa e combina com cada fase.
  • Quando você pega o jeito de jogar, daí fica bom!
  • Os chefões são bem desenhados.
Pontos Fracos:
  • Personagens bem genéricos.
  • Dificuldade às vezes é irritante.
  • Poderiam ter caprichado mais na direção de arte.

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Amo videogames, natureza, animais e comida.

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